O CARBOIDRATO NO TREINO/ PROVA.

Muita gente tem receio de consumir carboidratos simples (ex: rapadura/ balas) pela questão da “hipoglicemia de rebote”; ou seja, medo de fazer um pico muito grande de glicemia, liberar muita insulina e, com isso, posteriormente, fazer uma queda rápida, correndo o risco de “quebrar” durante a atividade.

A questão importante de ser entendida neste caso é que durante a atividade temos modificações hormonais importantes. Uma destas é a liberação de insulina! Esta fica inibida durante o exercício! Com isso, não há risco de uma queda rápida de glicemia após o consumo de um carboidrato de rápida absorção.

Durante o exercício, a glicemia pode até subir em resposta à acelerada liberação de glicose associada à liberação de catecolaminas. Mas, mesmo se a glicose subir, a insulina cai. Isso porque a epinefrina inibe a secreção de insulina. Neste caso (com a insulina baixa), não haverá inibição da liberação de glicose e haverá redução da captação desta glicose por tecidos inativos, favorecendo-a para músculo ativo e encéfalo e evitando assim uma queda da glicemia.

Nossa função (nutricional) é calcular bem este estoque de glicogênio, manter a glicemia com os carbos ingeridos durante (gel, tâmaras, bananas, rapadura, balas..) e tentar favorecer a utilização de gordura como fonte de energia (quando possível na atividade) para poupar o glicogênio até um final de prova. Essa manutenção de glicemia será fundamental para o atleta não “quebrar” no final.