Quando fazer low carb?

Com a enorme quantidade de informações sendo divulgadas o tempo todo sobre “tipos de dieta”, vejo que as pessoas (especialmente praticantes de atividades físicas) ficam perdidos seguindo cada hora uma linha e acabando sem resultado nenhum! Começam a fazer “low carb”, cetogênica, depois aumentam o carbo..acabando uma zona, sem propósito com cada estratégia.

Por isso, hoje vou tentar resumir aqui o que penso sobre as mudanças de estratégias nutricionais.

Acho válido! Eu sou defensora do carbo para a atividade de endurance (como já escrevi aqui algumas vezes), mas, nem por isso, acho que esta é uma estratégia fixa, para sempre.

Explicando melhor: acho que o carbo tem o seu papel fundamental durante uma prova, mas isso não quer dizer que usar uma dieta low carb por um período não tenha as suas vantagens. Tem! A questão é saber montar uma estratégia com relação a uma prova alvo e saber exatamente em que momento colocar cada orientação. Não adianta treinar o atleta “low carb” o tempo inteiro e jogar o carbo alto na véspera e dia da prova: vai dar errado!

Nem sempre devemos fornecer ao organismo exatamente o que ele precisa para atividade. Quando fazemos uma restrição, “obrigamos” o organismo a se adaptar; ou seja, evoluir internamente o que pode ser extremamente benéfico a longo prazo. Já é bem descrito na literatura que treinar com o estoque de glicogênio baixo (sem fornecer fontes de carbo entre os treinos; ou seja, sem recuperar adequadamente a musculatura no pós treino) promove aumento de PGC 1a e consequente melhora de todo o processo de oxidação (“queima”) de gordura e transporte de oxigênio.

A chave da questão é saber em que momento do treinamento podemos fazer esse trabalho. É um trabalho de base, que não deve ser feito próximo a competições importantes. Pode haver, momentaneamente, uma queda de rendimento e de recuperação. Temos que ficar muito atentos, não fazer por longos períodos e usar, sim, caso necessário, uma suplementação para evitar muito desgaste.

Entende que quando generalizam que nenhum suplemento presta, que a indústria quer só ganhar em cima de você… pois a alimentação supre tudo, nem sempre é verdadeira? Eu sou a maior defensora da alimentação como base! Mas entendo que, enxergando e raciocinando um cenário de performance, algumas vezes, a suplementação é válida numa estratégia pensada e calculada. Menos radicalismo e mais estudo para entender cada caso.