Treino no Inverno – O que muda?

Muitas vezes já abordamos aqui vários problemas relacionados à atividade física no calor, mas, aproveitando que estamos entrando no inverno (e algumas cidades ficam com temperaturas bem baixas), acho válido discutirmos também questões relacionadas à nutrição e atividade física no frio (e como evoluir performance nestes casos).

A exposição ao frio aumenta o consumo de carboidratos como substrato para a atividade. O glicogênio muscular diminui mais rápido em ambientes frios. Quando a exposição ao frio é prolongada, pode haver hipoglicemia, o que suprime o tremor e faz com que a temperatura central diminua (o que pode ser bastante grave).

O metabolismo acelerado de carbos aumenta a formação de lactato e ainda reduz a o fluxo sanguíneo muscular – o que piora ainda mais a taxa de remoção deste lactato. Ainda pela questão de redução do fluxo sanguíneo, é provável que o metabolismo de gorduras também fique reduzido em temperaturas muito baixas.

O aumento da excreção de nitrogênio no frio, provavelmente mostra uma maior degradação proteica nestas condições.

Resumindo o cenário exposto: o frio aumentaria a degradação de carbos e proteína nas atividades físicas. Diante disso, uma atenção para a alimentação deve ser dada: talvez seja interessante aumentar a quantidade de carboidrato ingerida logo antes do início da atividade e a manutenção deste durante o treino deve ser menos espaçada (usar a cada 30 min, por exemplo). A utilização de alguns suplementos que ajudem na remoção do excesso de ácidos produzidos deve ser olhada com “bons olhos” (como a beta alanina ou algum tamponante destes ácidos).

Além dos aspectos nutricionais, agasalhe-se!Não negligencie o frio, pois ele pode atrapalhar (e muito) a sua prova!