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POR QUE SINTO TANTA NECESSIDADE DE DOCES?

No corpo, temos dois tipos de saciedade: a saciedade gástrica e a saciedade química.

A saciedade gástrica é a mensagem que o estômago passa para o cérebro em relação à quantidade/ volume de comida presente nele. A distensão gástrica (pelo volume) já causa esta saciedade. Por isso, quando você bebe muita água junto com a refeição, geralmente ingere uma quantidade menor de comida momentaneamente.

Mas esta saciedade é passageira, pois, não necessariamente, você ingeriu tudo o que o seu organismo precisava e logo depois que o volume estomacal cair, sentirá muita fome e necessitará de uma outra refeição. Isso acontece, geralmente, com quem reduz muito o valor calórico da dieta e acaba incluindo um EXCESSO de legumes/ vegetais/ líquidos nas refeições. São pessoas que estão sempre com muita fome/ vontade de doces e podem acabar ficando com uma distensão abdominal pelo excesso de volume ingerido. O perigo disso é abrir um quadro de compulsão alimentar.

Já a saciedade química é uma resposta hormonal do seu organismo em relação à qualidade alimentar ingerida. A liberação de um hormônio – a colecistocinina – sinaliza para o cérebro esta saciedade. Quando não há o alimento/ valor calórico adequado na dieta, a carência ou insuficiência deste hormônio leva à sinais de fome.

Se você tem uma vontade cronica de ingerir muito doce, provavelmente tem algum erro alimentar no seu programa nutricional. Minha sugestão? Ao invés “mascarar” isso com fórmulas manipuladas ou “doces fakes”, corrija o seu programa de base. Especialmente em casos de atletas/ praticantes de atividade física a “não recuperação da atividade” com uma alimentação inadequada pós treino, pode causar esta necessidade grande de doces em momentos posteriores do dia.

O doce é muito bom e pode sim fazer parte de um programa nutricional… mas, a necessidade absurda (que muitas vezes chega a ser uma compulsão), é que mostra haver algo errado.

Ah.. também não estou dizendo que a salada não é importante não, hein? Tem gente que aproveita o texto para interpretar da maneira mais conveniente para si (“a julia falou que não é para comer salada”! Não foi isso que eu escrevi! Rs). Bjs!


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Julia Engel

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