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Não se pode ter Cereja de Bolo sem ter o Bolo

Resolvi escrever sobre este tema básico hoje depois de ouvir inúmeras vezes coisas do tipo “O que eu tomo pra me manter melhor durante meu treino?” ou “Me passa alguma coisa para me dar mais explosão nos treinos?”… As pessoas confundem quando escutam algum atleta falar de algo que passei que mudou o treino de forma bastante positiva!

Se fosse só uma fórmula, estava fácil.. rs. A questão é que o “extra” só funciona porque ele é exatamente um EXTRA, completando uma DIETA DE BASE.

É impossível para qualquer nutricionista (ou profissional, eu diria) responder “de cara” algo que irá funcionar para aquele problema da pessoa sem saber nada da dieta de base. Isso pode parecer clichê, mas é a pura verdade. É a ciência em seu modo mais cru. Eu tenho que saber primeiro como andam os “estoques” do indivíduo, se ele está começando o treino com uma quantidade legal de glicogênio ou não, se o consumo proteico está equilibrado, se há fontes de ômega 3 na alimentação…. dentre várias outras coisas básicas e fundamentais para um treino.

Corrigindo primeiramente esta “base”, o indivíduo já irá melhorar MUITO a qualidade do treino. Só mexendo na COMIDA e nos HORÁRIOS da alimentação em relação ao horário do treino. Depois de ajustar toda a base, podemos pensar no extra, ou “na cereja do bolo” que seriam substâncias extras ou em quantidades que eu não conseguiria chegar via alimentação. Aí sim essa entrada de suplementos seria interessante e faria muito bem o seu papel. Caso contrário, se colocasse algum suplemento sem antes ajustar a base dos macronutrientes da dieta, pode ter certeza, seria dinheiro jogado fora, pois não faria sentido algum!

Eu entendo que, as vezes, as pessoas acham que se alimentam bem por comerem super saudável e quererem saber só uma suplementação diferente para dar um plus no resultado, mas, na verdade, podem não estar distribuindo bem os nutrientes em relação aos horários de treino, o que prejudica (bastante) a performance.

Só para dar alguns exemplos práticos: não adianta fornecer L carnitina com objetivo de retirar excessos de acetil coa em um treino de endurance se o atleta nem está produzindo tanto acetil coa assim (por erro alimentar). Da mesma forma que não adianta incluir uma creatina com objetivo de dar mais explosão para um atleta que vai para a atividade intensa sem o consumo adequado de carboidrato pré. Entende que realmente não existe um pó mágico? Não da para fugir da ciência e nem da fisiologia…


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Julia Engel

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