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NUTRIÇÃO PARA NÃO QUEBRAR NA PROVA – O PRÉ

Você treina muito, mas muito mesmo para a prova. Faz um volume bom de treinos semanais, abdica de muita coisa por um sonho. E chega a hora de jogar pra prática.

 Acredito que o maior medo nos dias que antecedem a prova é “quebrar” e não conseguir manter o ritmo proposto. A nutrição neste período é fundamental e é uma ferramenta importante que você pode ter nas mãos. Use-a a seu favor!

Já é comprovado que iniciar a prova com os estoques de glicogênio (sua reserva de carboidrato) baixo gera uma redução do desempenho na atividade. Deste modo, o primeiro fator a ser levado em consideração como alimentação “pré prova”, começa muito antes do seu “café da manhã” do dia da prova. Iniciar a prova com o estoque de glicogênio no máximo, torna-se fundamental para uma boa performance.

Muitos atletas começam a focar a alimentação e fazer o aumento da ingestão de carbos no jantar da véspera – o famoso “jantar de massas”. Não que esteja errada esta cultura, mas, na verdade, a preocupação com o aumento da ingestão do carboidrato deve iniciar bem antes!

Digo isso, pois o maior estímulo para a “construção” do estoque de glicogênio muscular (e hepático) ocorre após o término do exercício. Neste momento as enzimas responsáveis por este estoque estarão mais estimuladas e “ativas”. Aproveitar este momento é fundamental para elevar ao máximo a sua reserva e, com isso, garantir o máximo de energia estocada na forma de carboidratos para a sua prova.

É claro que numa prova de horas de duração, além do carboidrato,a gordura será utilizada como fonte de energia. Mas, como disse antes, ter o glicogênio alto (e conseguir mante-lo durante a prova) é fundamental como um estímulo ergogênico, mandando informações para o seu cérebro de que há reserva suficiente e você pode manter o rítimo (sem quebrar).

No “mundo ideal” da prova, o atleta deve ser capaz de oxidar muito bem a gordura e o carbo como fonte de energia (tendo muitas mitocôndrias e uma organização enzimática ideal para tal). Isso porque ele vai depender desta glicose durante os momentos mais puxadas da prova (quando a  freqüência subir acima do seu limiar aeróbio).

Deixar zerar este estoque pode ser fatal para a sua cabeça e te obrigar a reduzir o pace.

Como garantir o estoque máximo? Aumentando não só o carbo no jantar da véspera, mas também nos momentos chaves, como “pós treinos”.

Feito isso, depois é só preocupar-se em manter o que foi construído mantendo uma boa ingestão de carboidratos em todas as refeições até a hora da largada.


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Julia Engel

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