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Suplementar ou não BCAA?

A tendência que vejo no instagram é sempre das pessoas quererem polemizar as coisas e, com isso, muitas vezes, radicalizar. Ou aquilo é tudo ou não serve pra p nenhuma!

Quem busca sempre uma resposta simples, desculpe, mas, na nutrição individualizada, a resposta na maioria das vezes vai ser: DEPENDE!

Vamos falar hoje do caso do polêmico BCAA. Vejo muita gente criticar e dizer que não serve para nada. Em parte, eles estão certos em seus argumentos. O problema é que muitos não trabalham na prática com atletas e não vêem que existem situações diferentes do “mundo ideal”.

Explicando: para quem tem uma dieta equilibrada em termos de macronutrientes (sem deixar faltar carbo nem proteína e nem gordura na dieta), realmente a suplementação seria besteira. Todos estes macros dão conta de gerar energia e fazer tudo funcionar em um treino, sem a necessidade de suplementar.

O “problema” começa quando não queremos dar o “cenário ideal” para o atleta; uma vez que queremos realmente forçar o seu corpo a se adaptar e com isso evoluir em termos de performance. Ou seja, algumas vezes queremos realmente “forçar”/ treinar o organismo a aumentar algumas sinalizações importantes para a performance. Isso vai acontecer, por exemplo, quando restringirmos o carbo da dieta. Por isso, como já disse aqui, em algumas fases do programa nutricional, podemos sim reduzir o carbo da alimentação e forçar o treino sem glicogênio (sua reserva de glicose) suficiente. Ou, outras vezes, reduzimos o carbo com objetivo estratégico e pontual de perda de gordura.

Nestes cenários expostos acima (que não seriam o “ideal”), a suplementação de aminoácidos (bcaa, inclusive) poderia sim ser bem vinda, para que, neste momento, a perda de massa muscular não ocorra, mesmo quando há redução de carboidratos e redução do valor calórico total da dieta.

Um estudo recente (publicado na Medicine e Science in Sports and Exercise) que avaliou a oxidação de aminoácidos no treino de endurance mostrou que, quando em dietas “low carb”, a utilização de aminoácidos como fonte de energia (como intermediários do ciclo de Krebs) era bem maior; concluindo que havia uma necessidade aumentada da ingestão de proteínas para atletas nessas circunstancias.

Nem tudo é “sim ou não”; muitas vezes o atleta tem que ser estudado mais próximo e com mais cuidado que um geral “é isso ou aquilo”!


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Julia Engel

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