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Sobre perda de gordura e atividade física

Sabemos atualmente que o tecido adiposo (“gordura”) não é apenas um tecido de “acúmulo”, mas sim, que ele funciona como um órgão endócrino – regulando vários hormônios em nosso corpo.

Entendendo esse cenário, conseguimos compreender melhor as diferenças importantes no organismo de um atleta (ou praticante de atividade física) “mais seco” e um “obeso” durante o treino.
Digo isso pq o excesso de gordura corporal leva a produção aumentada de citocinas inflamatórias no corpo. Traduzindo, o corpo fica mais “inflamado”. Com isso, acaba havendo uma não ideal sinalização dos hormônios, podendo levar a uma resistência à insulina e também às catecolaminas.
O que isso quer dizer na prática? Que esse organismo não será capaz de responder tão bem à adrenalina e noradrenalina produzida durante a atividade. Com isso haverá menor liberação de gordura para ser usada como fonte de energia nesse treino e o indivíduo será mais dependente da glicose para manter-se em atividade.
Não adianta querer forçar uma “nutrição perfeita” neste início, pois o indivíduo poderá não responder bem, não se sentir bem durante o treino e vc estará, indiretamente, desincentivando essa prática de atividade física.
Temos que entender que, numa situação dessas, não adianta reduzir totalmente o carbo da dieta focando na utilização de gordura como fonte de energia para o treino. Forneça o carbo mais controlado e ajustando o índice glicêmico. Junto com isso, forneça omega e antioxidantes para que, mudando a base, esse indivíduo comece a te responder como vc quer!

Compreender melhor a ciência nos faz conseguir trabalhar melhor com cada indivíduo, fazendo-o atingir o seu objetivo de forma diferenciada, e não com uma receita universal de própolis e limão, se é que me entendem.. 😉


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Julia Engel

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