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Como sentir menos fome?

Já escrevi aqui algumas vezes que pessoas que treinam podem/devem sentir mais fome e essa fome não deve ser mascarada ou negligenciada para que se tenha o melhor resultado em relação ao treino.

Mas, a pauta de hoje é um pouco diferente. Algumas pessoas querem perder peso, mas não conseguem pq não conseguem reduzir a ingestão calórica diária! Então, olha esse estudo publicado agora (Cambridge University Press July 2020). 

Este investigou a influência da temperatura ambiente na percepção de fome e no consumo calórico na refeição quando os indivíduos foram expostos à 3 cenários diferentes (frio = 10°/ normal = 20°/ calor = 30°), no período entre o desjejum e almoço. 

Então eles analisaram a percepção de fome e a ingestão calórica durante o almoço.

O estudo conclui que há uma redução significativa na ingestão e percepção de fome no ambiente quente. Quando os indivíduos ficavam entre o café e o almoço no ambiente a 30° a sensação de fome e a ingestão calórica foi menor na refeição do almoço.

O interessante é que os autores sugerem que o cenário de temperatura seria uma variável simples e possível de se manipular durante o dia (ar condicionado, sauna…), por exemplo. 

Só não vale deixar o seu colega de trabalho morrendo de calor na sua sala agora pq vc precisa perder peso… 😂

ste estudo examinou o efeito da temperatura ambiente na ingestão de energia, no apetite percebido e nas respostas dos hormônios intestinais durante o repouso em homens. Treze homens (idade 21,5 (DP 1,4) anos; IMC 24,7 (DP 2,2) kg ∙ m-2) completaram três condições de 5,5 h em diferentes temperaturas ambientes: i) frio (10 ° C), ii) termoneutro (20 °) C) e iii) quente (30 ° C). Um café da manhã padronizado foi consumido após medidas de jejum e um almoço ad libitum foi realizado de 4 a 4,5 h. Amostras de sangue (analisadas quanto à concentração de grelina acilada no plasma, peptídeo total tirosina-tirosina (PYY) e peptídeo total do tipo glucagon (GLP-1)), apetite percebido e respostas termorregulatórias foram coletadas. Modelos mistos lineares foram utilizados para análises estatísticas. O consumo de energia ad libitum foi 1243 (DP 1342) kJ maior em 10 ° C e 1189 (DP 1219) kJ maior em 20 ° C versus 30 ° C (P = 0,002). As concentrações totais de grelina acilada no plasma, PYY e GLP-1 não diferiram significativamente entre as condições (P ≥ 0,303). As análises de sensibilidade para o período de 4 horas antes do almoço mostraram que o apetite geral percebido foi menor em 30 ° C e 10 ° C quando comparado com 20 ° C (P ≤ 0,019). Em conclusão, descansar agudamente em um ambiente quente e termoneutro e frio reduziu a ingestão de energia ad libitum na hora do almoço em homens saudáveis. O apetite percebido suprimido pode ter contribuído para a ingestão reduzida de energia no calor, em comparação com a temperatura ambiente termoneutra, enquanto os hormônios intestinais não pareciam desempenhar um papel importante.


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Julia Engel

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